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Supercult

Superinteressante edição 213
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A queda

Rafael Kenski

 

Em meados abril de 1945, o coração da Alemanha nazista estava em algumas salas e corredores estreitos no subsolo de Berlim. Era o bunker onde Hitler e alguns de seus principais oficiais trabalhavam na impossível tentativa de fazer recuar o exército russo, já nos arredores da cidade. Hitler, que não conseguia mais esconder os sintomas do mal de Parkinson, dava ordens impossíveis de ser cumpridas e mandava fuzilar quem se recusasse a obedecê-las. Nomeava e destituía comandantes que, na prática, nada conseguiriam fazer. Ouvindo constantemente o ruído de bombas, os funcionários se entregavam a festas e bebedeiras enquanto Berlim queimava e alemães atiravam em alemães. Esse é o cenário surreal – mas verdadeiro – do filme A Queda! As Últimas Horas de Hitler, do alemão Oliver Hirschbiegel, com estréia prevista para 6 de maio. Baseado na obra do historiador alemão Joachim Fest e nos relatos de Traudl Junge, secretária de Hitler, o filme retrata com realismo a queda do Terceiro Reich e a destruição de Berlim. Uma obra perturbadora, indicada para o Oscar de melhor filme estrangeiro de 2005.

 

A QUEDA

Direção: Oliver Hirschbiegel

Alemanha, 2004

 

 

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