
Uma empresa americana fabricante de chips resolveu ir contra a maré da digitalização e criou um chip que memoriza sons analogicamente, como um disco de vinil.
Para ser armazenado num chip, o som é digitalizado, ou seja, a amplitude da onda é medida milhares de vezes por segundo e cada valor representa uma combinação em código binário de 8 ou 16 bits (ou dígitos).
O chip de som analógico usa a tecnologia do chip programável EEPROM, cujos bits são compostos de um transístor e uma camada de condução que armazena carga elétrica. A presença ou não de carga cria o código binário digital.
O novo chip, porém, armazena valores intermediários entre cheio e vazio; em vez de transformar cada amplitude de onda em um número, ele faz uma analogia entre quantidade de carga elétrica acumulada e a amplitude, e é capaz de distinguir 230 níveis de condutividade ou "sons".
A vantagem é que armazenar o som analogicamente ocupa um espaço de memória quase seis vezes menor do que no modo digital.