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Blogs Superinteressante - Próxima Fase

Blog Próxima Fase
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O antigo Second Life Blog virou este Próxima Fase. O jornalista Pedro Burgos, colaborador da revista e viciado em joguinhos, conta aqui as polêmicas, os lançamentos e os assuntos mais fervidos do mundo dos games

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    Fallout 3 cai na rede 20 dias antes de sair. É ok noticiar isso?

    10 Out 2008 16:51


    Pois é, amiguinhos. Fallout 3, um dos jogos mais esperados do ano, já caiu na rede. Quem tem um Xbox 360 destravado e uma gravadora de DVD de dupla camada possivelmente já foi aos sites habituais e puxou os 6 giga de arquivo. Pode estar quase no fim da aventura pós-nuclear. Eu já falei mil vezes aqui como sou contra a pirataria. A minha questão é (para variar) filosófica. Dizer que um jogo foi lançado pelos piratas é notícia? Os sites que publicam esse tipo de nota – e sempre acontece antes de um jogo novo – não ajudam a indústria da pirataria? Tipo, será que eles não criam novas pessoas que baixam, caras que ficam com inveja de quem tem o jogo primeiro – mais uma das vantagens de entrar na pirataria? Em fóruns moderados com o do UOL, quem anuncia links de jogos para baixar é banido. Aí o pessoal inventou expressões como “já pedi pro motoboy” (to baixando); ou “tá no céu”; ou o “Jack Sparrow disse que o jogo vai sair” (a minha predileta). Será que não deveriam proibir notícias como essa? Esse post deve ser apagado? =) Minha cópia chega no início do mês que vem. E esse trailer, cá entre nós, é dos mais promissores!

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    Fable 2 reacende polêmica gamers casuais x hardcore

    08 Out 2008 20:42

    Fable 2, um dos jogos mais esperados (não apenas por mim) para o Xbox 360 está prestes a chegar às lojas. O primeiro Fable, para o Xbox original, era um RPG com ótimas idéias mas que faltava algumas coisas. A idéia era que o jogador fosse um aventureiro que poderia, além da costumeira exploração de cavernas e matança de monstros, levar uma vida social rica - indo a bares, namorando, fazendo amigos, ganhando admiração ou repúdio por parte da população local. Um pouco curto e raso, Fable não foi exatamente o que o produtor Peter Molyneaux (que tem no currículo Populous e Black & White) queria. A coisa vai ser diferente com Fable 2.


    Mas será? Ben Fritz, da Vairety, conta que recebeu uma cartinha do Peter Molyneaux junto da sua cópia de avaliação do jogo, que dizia: "nós fizemos esse jogo para agradar não apenas gamers como você, mas para qualquer um. Então por favor, por favor, por favor, por favor, ache alguém que não costuma jogar videogames, assista ele jogando e veja como funciona". Molyneaux deve achar que os resenhistas só falam para si mesmos ou para gamers hardcore. Mas, de novo, quem lê freqüentemente resenhas de jogos a não ser aficionados? Eles (eu também, aliás) deveriam levar em consideração quão legal é o jogo para quem não joga ou se concentrar nos pontos principais, considerando alguns padrões de comparação?

    Acho que dá para ser as duas coisas. Se eu resenhasse o Wii Sports, daria nota 5, no máximo: é apenas a demonstração de uma tecnologia promissora. Não tem como organizar campeonatos decentemente, os controles não são precisos como gostaria, os gráficos são fracos mesmo para o Wii e a trilha-sonora é irritante. Minha resenha iria por aí. Mas mesmo assim, no final recomendaria fortemente para quem não joga videogames e por apresentar uma tecnologia fantástica. Mas fazer resenha pensando num jogador casual é a mesma coisa de falar de, sei lá, Sangue Negro para quem só vê Malhação, duas vezes por ano. Não dá.

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    Prepare a carteira: os lançamentos mais quentes, com datas

    07 Out 2008 10:47

    Amiguinhos, em outubro começa oficialmente a temporada de gastança em jogos. É mais ou menos nessa época do ano que saem os blockbusters. É verdade que em 2008 2 jogos “AAA” saíram antes do tempo – Metal Gear Solid 4 e GTA IV. Mas a quantidade de jogos hypados que saem agora é insana e assustadora para os bolsos, como bem lembrou o Continue. Eu já fiz a loucura de comprar o Rock Band 2 com bateria, então vou esperar mais um pouquinho pra gastar minha grana de novo. Mas se meu cartão de crédito não tivesse limite e eu não precisasse pagá-lo depois, compraria a lista abaixo inteira. Dê uma olhada aí e programe seu dinheiro/tempo/acordo com namorada(o) daqui até dezembro:


    14/10: Dead Space (PS3, Xbox 360, PC)
    14/10: Populous (DS)
    14/10: Fifa 09 (multi)
    21/10: Little Big Planet (PS3)
    21/10: Fable 2 (Xbox 360)
    26/10: Guitar Hero World Tour (multi)
    28/10: Fallout 3 (Xbox 360, PS3, PC)
    28/10: Motorstorm: Pacific Rift (PS3)
    04/11: Resistance 2 (PS3)
    07/11: Gears of War 2 (Xbox 360)
    10/11: Mortal Kombat vs DC Universe (Xbox 360, PS3)
    11/11: Mirror's Edge (Xbox 360, PC, PS3)
    11/11: Call of Duty: World at War (multi)
    17/11: Skate it (Wii, DS)
    17/11: Lips (Xbox 360)
    18/11: Need for Speed: Undercover (multi)
    24/11: Chrono Trigger (DS)
    02/12: Prince of Persia Prodigy (PC, PS3, Xbox 360)
    03/12: Starcraft 2 (PC)

    E aí? Ficou faltando alguma coisa? Quais desses vocês estão mais ansiosos?

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    Rock Band 2 - Como é, na real

    03 Out 2008 15:58

    Amiguinhos, um dos motivos que eu postei pouco por aqui recentemente - além do supertrabalho com a Super - foi o fato de eu ter recebido meu Rock Band 2 há uma semana. =) Pedi o jogo com a bateria nova, sem fio, e chegou bem rápido (aliás, recomendo a CD Universe para desesperados). Vamos lá, rapidamente, às primeiras impressões (não comprei a guitarra nova, antes que perguntem).


    Pró:
    * Está ainda mais acessível a não-músicos / não-viciados em games. A lista de músicas é mais fácil de ser acessada, tem mais detalhes (como por exemplo a dificuldade em cada instrumento) e a opção "No Fail" permite que jogadores ruins não se sintam muito mal em errar. Acho que não vou bater mais em ninguém.
    * Há mais músicas, em estilos mais variados. Algumas babas para iniciantes e, ainda bem, uma boa quantidade de músicas realmente desafiadoras. 
    * Para bateristas virtuais como eu, o jogo é 2 vezes melhor: a bateria é (um pouco) mais silenciosa, parece ser feito com material mais durável, tem um pedal de ferro e o "drum trainer"é realmente um treinamento bacana. Vamos ver como ela fica com os pratos da expansão.
    * A opção de importar as músicas do Rock Band 1 por 5 dólares é fantástica - somando as que eu já tinha baixado, tenho 150 músicas para brincar.
    * Chop Suey, Man in the Box, Ace of Spades, Today.

    Contra:
    * É o mesmo jogo. Basicamente você está pagando 60 dólares por mais músicas - algo que só faz sentido se você joga bastante. 
    * Há muitas músicas mais ou menos jogadas na seleção - e com exceção de umas 4, as mais legais mesmo estão bloqueadas. Então, antes de fazer uma festinha com o jogo, passe umas 5 horas para desbloquear.
    * Os instrumentos não são de verdade, nem as groupies.

    Em resumo: na verdade há outros mil prós, mas eu estou levando em conta que os freqüentadores aqui já sabem a dinâmica de jogos de música - veja as notas passando na tela, repita em instrumentos de mentira. Continuo com a impressão que esse é disparado o melhor party game dessa geração - mais que qualquer coisa do Wii. O mais divertido, que agrada gente que não costuma jogar videogames e - mais importante - também é legal para quem gosta de se dedicar e tocar coisas no Expert. Esse domingo levarei um pessoal pro meu estúdio apartamento e digo como foi - ou os vizinhos contam. Alguém quer ir?




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    Crise financeira afeta mundo dos games?

    02 Out 2008 00:42

    Um post econômico, amiguinhos. Já fiquei tentado várias vezes a investir na bolsa. Mas acabei desistindo por dois motivos: 1) eu sou meio viciado em joguinhos, e iria ficar meio maluco tentando controlar meus investimentos e 2) Jogo por jogo, eu prefiro os que você perde dinheiro só uma vez, quando compra. Não adianta.99% das pessoas que tinham dinheiro investido na bolsa perderam dinheiro. Se houvesse uma lógica clara, não aconteceria isso. Não há. Há muita sorte envolvida e eventos além da compreensão do ser humano comum. Até os caras do Freakonomics disseram que o tamanho do tombo não tinha uma explicação clara. 


    Enfim, esse preâmbolo todo foi pra falar que a vida de nós jogadores do Brasil vai sim ser afetada de maneira bem direta. A alta abrupta do dólar já está sendo sentida no preço dos videogames do MercadoLivre. E, pelo menos nisso há algum consenso, a moeda americana não deve baixar muito por enquanto. É a hora de comprar coisas enquanto não foram reajustadas. E, se a crise apertar mais o crédito - leia-se, por exemplo, tarifas de cartão internacional ainda mais abusivas - a freada no consumo é inevitável. 

    E aí nós vemos como a realidade do Brasil é diferente do resto do mundo em termos de games - como aqui tudo é estupidamente mais caro. Li no Gamesindustry que a indústria dos games é considerada à prova de recessão. Isso porque as famílias dos países desenvolvidos tendem a cortar os maiores gastos primeiro - e passam a ficar mais tempo em casa, não viajam, etc. E aí o que é melhor? Gastar 15 dólares numa entrada de cinema ou 50 em um jogo que vai te entreter por 50 horas? A verdade é que os games continuarão vendendo bem, apesar de que as ações das empresas de jogos também foram afetadas. Mas pode acontecer um fenômeno interessante: o Gamesindustry aposta que a crise vai fazer com que os jogadores veteranos mantenham-se fiéis ao vício hobby, mas que o pessoal que entrou na onda agora via jogos casuais, como o Wii, vai pensar duas vezes antes de comprar o Mario Party 35 ou coisa que o valha. Será?


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