Para ajudar a salvar o planeta, é preciso assumir responsabilidades, mudar hábitos, transformar o cotidiano. É sobre isso que as jornalistas Mônica Nunes (editora), Thays Prado, Débora Spitzcovsky, Mônica Pileggi e Manoella Oliveira, do site Planeta Sustentável, falam neste blog. Outros já contaram boas histórias por aqui também, como Thiago Carrapatoso, Daniela Silva, Isabel Braga, Danilo Romeiro, Érica Georgino e Roberta Ávila.
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Já imaginou um espaço on line em que você possa apontar qualquer tipo de problema que observa na sua cidade e, pouco tempo depois, obter soluções para resolvê-lo? O administrador de empresas Rodrigo Bandeira, sim e, melhor ainda, colocou a ideia em prática.
O moço, que é diretor do Instituto Seva – uma entidade sem fins lucrativos que busca incentivar a participação cidadã –, criou o portal Cidade Democrática, que usa a internet como uma ferramenta colaborativa, em que cidadãos, ONGs, empresas e poder público podem trocar informações em prol de uma cidade com melhor qualidade de vida.
Pessoas de qualquer lugar do Brasil podem se cadastrar no site e postar problemas ou propostas para melhorar a cidade em que vivem. Vale de tudo: reclamar de um buraco na rua, sugerir mais ciclovias ou banheiros públicos em uma determinada região ou, ainda, denunciar um patrimônio público que esteja mal conservado.
A partir daí, através de tags, é possível descobrir outras pessoas on line que reclamam das mesmas coisas que você e, também, ONGs e candidatos que apresentam propostas para solucionar o seu problema. O site aposta que, desta forma, a partir de uma integração social, fica mais fácil mudar a realidade dos municípios.
Entenda um pouco mais sobre a iniciativa no vídeo abaixo.
Há cerca de um mês da COP-15 - 15ª Conferência das Partes da Convenção Quadro das Nações Unidas (uma tentativa de firmar um acordo global para controlar as mudanças climáticas), o assunto está cada vez mais em alta. É claro que, com interesses de 192 países em jogo, a grande preocupação é: decisões concretas do encontro de Copenhague saem ou não saem?
Conciliar tantos pontos de vista vai demandar um esforço imenso para decidir o que será feito contra o aquecimento global e, talvez, para dar um empurrãozinho em tamanha boa vontade, seja preciso pressionar.
Partindo do pressuposto de que “when people lead, leaders follow” (quando as pessoas conduzem, os governos acompanham), Hopenhagen surge para envolver os cidadãos nesse processo e mostrar a força da coletividade.
O site explica o que é preciso saber sobre o encontro, além de organizar uma espécie de abaixo-assinado que será apresentado por lá. Como o próprio nome sugere, a ideia é transmitir uma mensagem de esperança (hope) e sensibilizar sobre a urgência do que será definido em Copenhague.
Logo na página inicial, um mapa mostra as mensagens deixadas por pessoas do mundo todo, respondendo à pergunta “o que te dá esperança para um planeta melhor?”. Você saberia responder?
*Hopenhagen
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Um dos brinquedos mais antigos do mundo, a pipa, está prestes a ganhar uma nova utilidade, que não tem nada a ver com brincadeira de criança: fornecer energia elétrica para o mundo. Como? Com a ajuda dos ventos.
A ideia é da empresa italiana Kite Gen, que pretende substituir as pás das turbinas eólicas – que vivem causando acidentes, sobretudo com aves – por pipas presas a cabos de aço. O sistema funciona assim: o “papagaio” fica ancorado a uma estrutura fixa, no chão, e conforme o vento balança a pipa, o cabo de aço se movimenta. É essa força que é utilizada para gerar energia elétrica.
Segundo os inventores da técnica, obter energia renovável dessa maneira e muito mais barato e ocupa menos espaço. Isso porque um sistema de pipas construído em, no máximo, 800 metros, consegue gerar 100 MW de energia, enquanto são necessárias 150 turbinas eólicas – que ocupam cerca de 40km² de extensão – para gerar a mesma quantidade de eletricidade.
Para quem achou a ideia “mirabolante”, um aviso: tem muita gente apostando na técnica das pipas. Em 2006, o projeto recebeu ajuda financeira do governo italiano e, no ano de 2008, a União Européia também investiu alguns milhões na ideia. Atualmente, a primeira instalação está em testes, em uma província italiana chamada Asti.
Será que as pipas serão o futuro energético do mundo?
Foto via Kite Gen
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Por mais incrível – e triste! – que possa ser, a foto acima não é uma montagem. Trata-se “apenas” do resultado da falta de consciência humana, que foi clicado, em setembro deste ano, pelo fotógrafo ambiental Chris Jordan.
O artista viajou para o Atol Midway, no norte do Oceano Pacífico, e lá – onde o continente mais próximo (e, portanto, o homem) se encontra a, mais ou menos, 2 mil milhas de distância – o fotógrafo se deparou com várias carcaças de albatroz em decomposição, que morreram ao ingerir o lixo plástico que flutua ao redor da ilha.
São pedaços de rede, isqueiros, sacolas plásticas, tampas de garrafa e mais uma porção de entulhos plásticos que foram atirados no mar e acabaram viajando quilômetros e assassinando as aves, dentro do seu próprio santuário.
As imagens – que viraram um ensaio fotográfico em vídeo (veja abaixo!) – chocam e o pior é saber que o fato não é isolado. Segundo o PNUMA – Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, o plástico é responsável pela morte de mais de um milhão de aves marinhas todos os anos – sem contar todo o resto da fauna aquática, como tartarugas marinhas, tubarões e centenas de espécies de peixes.
No ditado popular, uma imagem fala mais do que mil palavras. Quem sabe, agora, com a ajuda de Chris, as pessoas não se conscientizem sobre as consequências de seus atos na natureza. Será?
Foto de Chris Jordan
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A beleza, às vezes, exige sacrifícios. Tornar o mundo mais sustentável também. Agora, imagine os dois esforços reunidos num mesmo objeto: a roupa. É isso o que chama a atenção na coleção Captain Electric, cujas três peças – Stiff, Sticky e Itchy – armazenam a energia gerada pelos movimentos do corpo.
O recorrente dilema do mundo da moda entre beleza e conforto foi a inspiração para a criação. Por isso, a intenção dos modelos é apertar e remodelar o corpo, de modo que seja necessário fazer força para se movimentar e, consequentemente, gerar mais energia. Os criadores optaram por não disfarçar os geradores de eletricidade, mas integrá-los ao conjunto da obra, e garantem que ninguém vai levar um choque inesperado.
No caso da Captain Electric, a energia não tem lá uma utilidade muito significativa, apenas produz luzes sob o tecido e é capaz de ativar um MP3 player incorporado à própria peça. No máximo, uma galera animada que aderisse ao figurino poderia garantir a iluminação e o som da balada.
Mas está aí uma iniciativa que pode ser adaptada num futuro próximo. Já pensou se os geradores das roupas pudessem alimentar uma TV, um computador ou mesmo uma bicicleta elétrica?
Você se submeteria a esse sacrifício em nome da moda ou do meio ambiente?
Conheça a coleção Captain Electric.
Via Ecodesenvolvimento.