Para ajudar a salvar o planeta, é preciso assumir responsabilidades, mudar hábitos, transformar o cotidiano. É sobre isso que as jornalistas Mônica Nunes (editora), Thays Prado, Débora Spitzcovsky, Mônica Pileggi e Manoella Oliveira, do site Planeta Sustentável, falam neste blog. Outros já contaram boas histórias por aqui também, como Thiago Carrapatoso, Daniela Silva, Isabel Braga, Danilo Romeiro, Érica Georgino e Roberta Ávila.
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Enquanto há quem insista em lavar calçadas, outros se preocupam em não cometer excessos nem ao regar as plantas. De fato, em tempos de escassez de água e de esgotamento do recurso em velocidade maior do que se quer acreditar, toda economia é válida. Um dos produtos que permite essa experiências é o Dry Water (também conhecido como Suplemento de Irrigação), fabricado pela Rain Bird.
Trata-se de um gel composto por 98% de água e 2% de celulose, que deve ser enterrado junto às raízes da planta. Ao entrar em contato com as bactérias do solo, seus compostos sofrem quebras, o gel passa para o estado líquido e libera umidade, lentamente, em um processo que pode durar entre 30 e 90 dias, de acordo com a aplicação, que depende das necessidades da planta.
Segundo os fabricantes, o Dry Water é 100% biodegradável, não tóxico e foi criado para aumentar o tempo entra as irrigações em vasos e outros tipos de recipientes, embora o andamento dependa de fatores como temperatura, vento e precipitação.
O produto é indicado para irrigação temporária ou suplementar e para irrigação definitiva em pequenos recipientes, como vasos e é comercializado no Brasil.
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A ideia não podia ter vindo de outro lugar. Os japoneses, que investem cada vez mais em projetos de energia solar, anunciaram mais uma maneira – dessa vez, bem inusitada! – de obter esse tipo de energia: coletá-la do espaço.
A iniciativa é da agência espacial do país asiático, a Jaxa, que contratou um grupo de empresas e pesquisadores para dar início ao projeto, que consiste em construir uma central solar espacial. A ideia é captar a energia do sol, em órbita, e retransmiti-la para o planeta na forma de lasers ou microondas, que seriam captadas por antenas parabólicas gigantes e convertidas em eletricidade.
O projeto é baseado em uma pesquisa da própria Jaxa que aponta que coletar energia solar em órbita barateia o custo do processo, que cairá para um sexto do preço atual, caso a ideia funcione. Isso porque já é provado que a energia do Sol é, pelo menos, cinco vezes mais abundante no espaço.
A agência espacial pretende colocar a tecnologia em operação a partir de 2030, mas, para isso, existem dois empecilhos: primeiro, os testes precisam provar que a técnica, realmente, é possível e, depois, o governo precisa tornar o projeto atraente para os japoneses. Isso porque, de acordo com uma outra pesquisa da Jaxa, as palavras “laser” e “microondas” provocam medo nos asiáticos e levantam dúvidas a respeito da segurança do projeto.
E você, o que acha de captarmos energia solar do espaço?
Foto via Nasa
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*Jaxa
Em tempos de discussão sobre mudanças climáticas, de COP-15 e, claro, de busca por culpados pelo aquecimento global, o Breathing Earth não aponta dedos para ninguém, mas dá boas dicas de quem anda passando dos limites.
O site simula as emissões de CO2 de cada país, com base em informações da United Nations Statistics Division, mostra a população de cada um deles, que é atualizada de acordo com o número de nascimentos e mortes, em tempo real, e mostra as tendências de corte ou aumento de emissões. Para obter esses dados, basta passar o mouse pela região escolhida.
Outros números interessantes são a quantidade de CO2 emitida per capita em cada lugar e por território. Dessa forma, é possível fazer comparações entre os estragos de cada país e pensar sobre o que pode ser feito.
O Brasil despeja 1000 toneladas de CO2 na atmosfera a cada 1,6 min, os Estados Unidos o fazem a cada 5,3 s e a Venezuela a cada 3 min. Por outro lado, cada venezuelano emite 6,53 T de CO2 por ano, contra 1,69 T de cada brasileiro. Já os norte-americanos atingem espantosos 19,66 T de CO2 por ano.
É claro que os números não são 100% exatos, mas ajudam a desenhar o panorama global de emissões e explicam o que estará em jogo na COP-15 – e por que a reunião nem começou e já dá sinais de fracasso.
*Breathing Earth
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“Alô, alô presidente: vá para Copenhague salvar o clima do planeta” é o nome da nova campanha mobilizadora do Greenpeace. Dessa vez, a entidade decidiu espalhar “orelhões itinerantes” pelas ruas das principais capitais brasileiras, incentivando a população a ligar para o gabinete da presidência e para a embaixada dos Estados Unidos no Brasil, pedindo que Lula e Obama compareçam à COP-15.
E não pense que será uma ligação curta. A presença na reunião climática de Copenhague, de 7 a 18 de dezembro, será, apenas, o primeiro assunto da “conversa com o presidente”. O Greenpeace ainda estimulará a população a reinvindicar outras coisas, via orelhão – como, por exemplo, o desmatamento zero, a proteção dos oceanos e o incentivo às energias renováveis.
São Paulo e Salvador serão as primeiras capitais a receber os orelhões, que ficarão nas principais ruas das duas cidades até o dia 19 de novembro. Depois disso, o Greenpeace seguirá para Recife, Manaus, Belo Horizonte, Porto Alegre, Brasília e Rio de Janeiro. (Para saber os locais exatos em que os orelhões estarão, clique aqui)
E se ao ler este post você está se perguntando: “Mas o Lula e o Obama já não haviam confirmado presença na COP-15?”, você está certo. Os presidentes já disseram que irão à Copenhague. Mas reforçar nosso desejo nunca é demais. Ou é?
O que você acha: o Greenpeace está exagerando?
Foto de Fernando Vivas
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Uma única fralda demora cerca de 500 anos para se decompor no meio ambiente. Mas você faz ideia de quantas fraldas um bebê utiliza até passar, de vez, para a fase dos piniquinhos? Muitas!
Segundo dados da Knowaste, empresa internacional que é contra o desperdício, uma única criança usa fraldas suficientes para preencher, em um ano, 40 sacos de lixo grandes. E mais: na Inglaterra, 8 milhões de fraldas são usadas todos os dias por bebês, sem contar as geriátricas.
Com base nesse último dado – e sabendo que, atualmente, ainda é difícil encontrar pessoas que aceitem aderir às fraldas de pano! –, a empresa, em parceria com uma outra companhia, chamada Versus Energy, decidiu que não haveria lugar melhor do que o próprio Reino Unido para tornar realidade o novo projeto que possuía: a construção de uma usina de reciclagem para fraldas sujas!
Segundo as empresas idealizadoras da ideia, 98% dos materiais que compõem a fralda são plásticos e papéis que podem ser reciclados, se tratados de forma correta, para dar origem a outros produtos, como telhas, solas de sapato e papel de parede.
Mas e a parte suja (você deve estar se perguntando)? São os outros 2%, que constituem a porção orgânica da fralda e serão usados para produzir toda a energia elétrica que a usina necessita para funcionar. Isso mesmo que você entendeu: mais uma vez, o cocô será usado para gerar eletricidade! (Saiba mais em Ônibus movido a cocô)
A usina será implantada em maio de 2010 e, se a moda pegar, ajudará a diminuir a quantidade de lixo nos aterros. Desse jeito, será mais fácil chegar ao mundo sendo um bebê mais sustentável, não?
Foto de ©Sellers Patton-Creative Commons
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Abaixo as fraldas descartáveis!
Berço verde
*Knowaste